logística reversa por meio da coleta seletiva

Como aplicar a logística reversa por meio da coleta seletiva?Diariamente, milhões de toneladas de resíduos são produzidos no Brasil, colocando em risco o meio ambiente e a saúde humana. Por isso, torna-se essencial encontrar soluções para o gerenciamento correto dessas sobras. Tanto a coleta seletiva quanto a logística reversa são fundamentais nesse processo. São mecanismos que evitam o excesso de resíduos, seu descarte no meio ambiente e, ainda, a transformação das sobras por meio da reciclagem.

A coleta seletiva, que consiste na separação dos resíduos segundo sua constituição ou composição, pode favorecer muito a logística reversa. O fluxo reverso, que é o retorno do produto pós-consumo para o ciclo produtivo, torna-se muito mais fácil quando os resíduos já estão separados. Acompanhe!

Dica 1: Invista nos Pontos de Entrega Voluntária

logística reversa por meio da coleta seletiva

A logística reversa é o processo que permite que os resíduos voltem ao ciclo produtivo, depois de serem usados pelo consumidor. Instituída pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, com a Lei nº 12.305, de agosto de 2010, ela é obrigatória, especialmente para fabricantes e comerciantes de produtos considerados perigosos para o meio ambiente.

Diferentemente do ciclo convencional, em que o resíduo sai do fabricante e vai para o consumidor, o sistema prevê que as sobras voltem para o gerador pós-uso. Para isso, o consumidor deve ser estimulado a depositar os resíduos das mercadorias em Pontos de Entrega Voluntária, os PEV´s. Na sequência, comerciantes, fabricantes ou distribuidores devem se encarregar de recolher e dar uma destinação ambientalmente correta às sobras, investindo, inclusive, na reciclagem.

Para o funcionamento do fluxo reverso é essencial, portanto, a implantação de pontos de coleta de resíduos. Os responsáveis devem investir na criação desses locais, que precisam ser de fácil acesso ao consumidor. Em alguns casos, os PEV´s são instalados dentro dos próprios estacionamentos comerciais, como nos supermercados.   

Deve haver, também, uma divulgação dos pontos de coleta e uma campanha para que os consumidores depositem os produtos pós-uso. Esse recolhimento dos resíduos é a primeira medida para o sucesso da logística reversa.

Dica 2: Identifique corretamente os coletores

Outra dica importante e que colabora para o fluxo reverso é a identificação correta dos coletores. Para o consumidor não ter dúvidas sobre onde descartar os resíduos, os coletores devem ser adequadamente diferenciados. Normalmente, usa-se a identificação por cores estabelecida pelo CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente, sendo as principais:

  • cor azul: papel e papelão;
  • cor vermelha: embalagens plásticas;
  • cor amarela: embalagens metálicas;
  • cor verde: vidros.

Dica 3: Faça parceria com as cooperativas de catadores

logística reversa por meio da coleta seletiva

Uma terceira dica envolve as cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Além de recolher as sobras nos pontos de coleta, os responsáveis pela implantação da logística reversa podem realizar parcerias com essas associações.

Essas cooperativas fazem a coleta seletiva, triagem, classificação, processamento e também comercializam os resíduos. Como os responsáveis pela logística reversa precisam recolher as sobras dos produtos gerados, a aproximação com as cooperativas pode ser um bom caminho. É possível comprar os resíduos já coletados e separados pelos catadores e, a partir daí, dar uma destinação ambientalmente correta a eles.

Dica 4: Recicle os resíduos coletados

A dica 4 se refere aos processos de reciclagem. Uma das grandes vantagens da logística reversa é que ela possibilita dar vida nova aos resíduos da coleta seletiva. De volta às empresas de origem, as sobras podem ser transformadas novamente em matéria-prima ou produto.

Cada tipo de resíduo pode ser reciclado por meio de determinada técnica. Com a mudança dos estados físico, físico-químico ou biológico dos resíduos, as sobras são convertidas e podem ser reinseridas no ciclo produtivo.

Um exemplo vem do alumínio, material resultante da coleta seletiva e que possui grande potencial de reciclagem. Suas propriedades físico-químicas permitem que ele seja transformado de maneira muito mais barata do que usando a matéria-prima bauxita. Latas de alumínio e outros resíduos podem ser picotados e reduzidos para a fundição. Com isso, o alumínio é derretido, gerando o alumínio líquido, base para lingotes ou chapas de alumínio.

Entre os benefícios da reciclagem a partir do fluxo reverso estão:

  • menos poluição atmosférica;
  • preservação de solos, rios, mares e florestas;
  • menor acúmulo de resíduos em aterros sanitários;
  • menor consumo de matéria-prima pelas empresas e consequente economia nos processos de fabricação, já que os resíduos retornam à cadeia produtiva.

Dica 5: Implante a logística reversa com a VG Resíduos

logística reversa por meio da coleta seletiva

A última dica se refere ao auxílio de uma consultoria. Em determinados casos, as geradoras podem ter dificuldade de organizar a coleta seletiva de resíduos, bem como inserir o fluxo reverso em sua rotina.

A VG Resíduos é especializada no gerenciamento de resíduos e pode auxiliar na implantação de todas as etapas da logística reversa, começando pela coleta seletiva das sobras. E todas as fases sendo feitas segundo as determinações da legislação ambiental.

Além disso, a VG mantém o Mercado de Resíduos, uma plataforma por meio da qual as geradoras e tratadoras podem realizar negócios. Basta um cadastro, sinalizando os resíduos disponíveis. Usando o software, as geradoras podem anunciar os resíduos reciclados, os novos produtos ou encontrar tratadoras capazes de dar uma destinação ambientalmente correta às sobras.

Como se vê, tanto a coleta seletiva quanto a logística reversa são importantes mecanismos para conter os problemas decorrentes do excesso de resíduos. A separação do material segundo sua composição ou constituição é o ponto de partida para que os resíduos retornem às empresas de origem e ganhem vida nova. Seguindo algumas dicas e conjugando essas duas ferramentas é possível evitar o acúmulo de resíduos e os riscos para o meio ambiente e o bem-estar da população. 

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Se quiser aprofundar mais sobre o assunto leia este outro artigo do blog: Como os PEV´s ajudam a instituir a logística reversa?

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